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Intervenções na Orla Costeira

OBRAS DE REPARAÇÃO DAS ESTRUTURAS DE DEFESA COSTEIRA
DA COSTA DA CAPARICA E DA COVA DO VAPOR

Estas obras, promovidas pelo Instituto da Água (INAG), visam contribuir para a estabilização de um trecho da costa de grande interesse balnear e com uma frente urbana edificada susceptível de ser atingida pelas acções directas e indirectas do mar.

A necessidade de uma intervenção geral de reparação e de arranjo integrado da envolvente, resulta da verificação da existência de uma carência generalizada de areia nas praias, ficando estas praticamente imersas em preia-mar e de uma degradação clara de grande parte das obras de protecção existentes, apresentando um encurtamento generalizado dos esporões pela destruição de grande parte das respectivas cabeças e corpo, e o rebaixamento e destruição de zonas significativas das suas estruturas.

Custo total: cerca de 8.200.000,00 euros
Início das obras: 20.09.2004
Prazo de execução: 25 meses

Foi possível antecipar para Maio de 2006 a conclusão das obras inicialmente prevista para final de Outubro do mesmo ano.


Descrição dos trabalhos

Os trabalhos consistiram em:

Reperfilar os esporões existentes:

  • aumentando o comprimento dos que passarão a ter um papel estruturante (com numeração de sul para norte, os esporões n.ºs 2, 4 e 6 da Costa da Caparica e o n.º 2 da Cova do Vapor);
  • reparando os restantes.

Estas operações, conforme previsto no projecto e fixado no processo de concurso, desenrolaram-se de norte para sul, de forma a ir melhorando a capacidade de retenção das areias. Se existirem várias frentes de trabalho, esta sequência deverá ser observada dentro de cada zona abrangida pela frente. Por esta razão as obras começaram na Cova do Vapor.

Reperfilar a obra aderente existente na frente urbana:

  • reconhecendo o papel vital que a mesma desempenha em termos de defesa;
  • rematando o coroamento desta obra aderente de forma a ter um tratamento de inserção no arruamento marginal, mas possibilitando futuros acessos a equipamentos pesados para efeitos de manutenção.

Os caminhos de acesso (entrada e saída) a todas as estruturas de protecção costeira, foram previamente acordados e definidos com todas as entidades envolvidas nesta intervenção na fase de concurso, através da sua inclusão no respectivo Caderno de Encargos, com vista a provocar o mínimo impacto e transtorno aos residentes e ao trânsito local.

No caso da Costa da Caparica, os acessos de entrada (camiões carregados) foram a Av. Afonso de Albuquerque (conhecida como Av. Atlântica) e um acesso provisório que foi construído, através da mata, junto ao extremo norte do parque de campismo da Orbitur. Os acessos de saída (camiões vazios) foram os mesmos de entrada, bem como a Av. 1.º de Maio e o arruamento junto ao quartel dos bombeiros.

No caso da Cova do Vapor, os acessos de entrada (camiões carregados) e de saída (camiões vazios) foram a Av. Afonso de Albuquerque, o arruamento de acesso às instalações da NATO e um acesso provisório que foi construído, a sul daquele aglomerado urbano, em terrenos privados.

Após a conclusão destas obras de reparação das estruturas de protecção costeira, e em intervenção não incluída nesta, está previsto efectuar o enchimento artificial com areias deste troço de costa, com a colocação de cerca de 2.000.000 m3 de areias retiradas em manchas de empréstimo já especificamente caracterizadas pelo Instituto Hidrográfico para este efeito e/ou em dragagens da APL (Administração do Porto de Lisboa) para fins portuários, se ocorrer uma oportunidade temporal para realizar uma intervenção conjunta.


Situação em Maio de 2006

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